Divulgação do metal português

Underground’s Voice

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   Underground’s Voice é um projecto pessoal do Christophe Correia com origens no ano de 2012 e que tem como principal objectivo a divulgação de bandas do meio underground, seja nacional ou internacional e que tem primorado pela qualidade.

   Um trabalho cheio de qualidade, reconhecido por todos e sempre com o objectivo de evoluir, por isso nada melhor do que seguir a entrevista com o Christophe para sabermos a enormidade deste projecto Underground´s Voice.

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Viva Cristophe! É uma grande honra ter-te neste número e pela tua disponibilidade para responderes a estas perguntas da Ode Lusitana. Para começar quero felicitar-te pelo teu excelente trabalho na Underground’s Voice e por todo o teu apoio dado ao movimento underground, especialmente ao movimento nacional. Já é um projecto com quatro anos, mas como se dá o primeiro passo e como avanças com as primeiras entrevistas da Underground’s Voice? Qual foi o momento chave para uma ideia que já vinha a fervilhar há bastante tempo?

A honra é toda minha! Antes de mais, obrigado pelas tuas palavras e todo o apoio que dás à Underground’s Voice. É sempre bom saber que ainda existe quem valoriza o trabalho e é melhor ainda quando vem de alguém que admiramos como é o caso. A ideia de criar a Underground’s Voice surgiu um pouco do nada porque, para ser sincero, não tinha nada planeado nem pensado nesse sentido antes de realmente a criar. Fui percebendo que em Portugal a grande maioria das bandas mais pequenas e/ou recentemente criadas não tinham voz e dificilmente conseguiam sair da garagem ou sala de ensaio para se fazerem conhecer.

No outro extremo temos as bandas, sejam elas mais underground ou mainstream, que toda a gente conhece e são referidas em todo o tipo de sites, webzines, revistas, reportagens, etc. Porque não equilibrar as coisas? Foi nisso que pensei durante um par de dias. Seria mais interessante ser a 35ª webzine a publicar uma notícia a anunciar a vinda de uma grande banda a Portugal e a revelar o título do novo álbum dos Moonspell ou criar algo novo, que pouca gente faz e possa ser vantajoso para as pequenas bandas, as nossas bandas, que lutam diariamente por um lugar ao sol? A primeira opção seria a mais fácil, a que me permitia chegar mais rapidamente ao grande público, a que teria mais views e partilhas. Mas essa nunca foi a minha forma de ver as coisas. Enquanto escrevo esta resposta lembrei-me de um exemplo um pouco estúpido mas que serve como comparação: Se subir um edíficio de 20 andares pelo elevador poupo tempo mas sou igual a todos os outros, se subir pelas escadas demoro mais tempo mas perco meia dúzia de calorias e acabo por ter vantagens com isso. A Underground’s Voice é isto, é optar pelas vantagens que realmente importam, as vantagens que ficam para sempre: as amizades, promover as bandas e artistas que realmente precisam, dar a conhecer novos nomes, dar a primeira oportunidade a bandas numa entrevista e deixar de lado as vantagens momentâneas como os likes, views e partilhas. Como não me canso de dizer, a primeira entrevista foi com o Miguel Inglês, vocalista de Equaleft que alinhou na ideia de estrear este formato, publicada uns dias depois da Underground’s Voice ter sido criada e abriu porta a todas as outras que vieram a seguir. Já tive a honra de entrevistar bandas de renome mundial e sou fã incondicional de algumas delas o que me enche de orgulho pela oportunidade e por significar que, de certa forma, o trabalho tem sido bem feito. E o verdadeiro trabalho faz-se com as bandas nacionais que estão a dar os primeiros passos. Os Moonspell não nasceram grandes… E temos potencial para termos muitas bandas a seguirem-lhes as pisadas. Adorei trabalhar com os Wrath From Above, uma banda que nem eu conhecia e ganhou um concurso na Underground’s Voice que lhes permitiu passar o dia connosco, ter uma entrevista, sessão de fotos. Irá acontecer o mesmo com outras bandas nacionais, tenho grande vontade de trabalhar com bandas que precisam do primeiro empurrão como os Secret Chord, por exemplo.

 

Mais de 300 entrevistas feitas, muitos contactos, muita música descoberta e decides avançar para as entrevistas ao vivo e gravadas. Como surgiu a Diana Morais neste teu trabalho e que te tem ajudado nesta parte visual? Entendes estas entrevistas como uma complementaridade ao trabalho efectuado nas entrevistas escritas ou decididamente estás agora mais virado para estas entrevistas filmadas que são mais directas e nos mostra mais o pensamento das bandas na hora? Quais os próximos planos para estes tipos de entrevistas?

As entrevistas em vídeo estavam no pensamento desde o primeiro dia e sempre foi um objectivo mas, para além de não ter as condições para tal na altura, senti que não seria boa ideia começar logo por aí. Eu sou apenas um fã de música, não tenho qualquer formação nesta área nem experiência em projectos anteriores e não queria dar um passo maior que a perna. O ideal seria começar por baixo, aprender a estruturar uma entrevista e convidar bandas para as responder mesmo sabendo que o alcance da Underground’s Voice era quase nulo. Felizmente nunca recebi um “não” e todos deram a maior força para o crescimento desta ideia. A Underground’s Voice teve um crescimento enorme ao longo do tempo mas foi sempre sustentado e controlado e com as prioridades bem definidas, gosto de arriscar e acabei por o fazer em diversas vezes mas nunca dei um passo quando achei que não o deveria dar e tive boas oportunidades para o fazer. Depois de 3 anos e quase 350 entrevistas publicadas senti que era altura de inovar e não deixar que isto estagnasse e achei que já faria sentido introduzir as entrevistas em vídeo. Não foi fácil porque eu não tenho material para gravação e nem sequer sei editar vídeos por isso tinha que ter a ajuda de alguém. Encontrei a pessoa mas não tinha local para gravar, depois encontrei local e já não tinha a pessoa até que surgiu a Diana com material e local disponível. Aceitou de imediato o meu convite e bastou termos uma única reunião para acertarmos tudo e começar a trabalhar nisso. Dias depois recebi o meu primeiro convidado neste formato, o Raça, vocalista dos Revolution Within e acho que as expectativas foram cumpridas o que me permitiu continuar neste formato. Hoje em dia recebemos bandas nos escritórios e vamos fazendo entrevistas vários pontos do país, às 3h da manhã depois de concertos, em concertos pequenos, em festivais grandes, a bandas nacionais e internacionais. Tudo vale quando se gosta e quando se tem oportunidade. É uma sensação excelente poder conhecer, conviver e entrevistar artistas que sempre admiraste. Quanto a planos para estas entrevistas… Apenas continuar o que tem sido feito, dar voz às bandas!

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Este teu projecto evolui bastante rapidamente e agora tens uma outra novidade que é a Underground’s Voice Magazine. Na altura desta entrevista ainda não houve o lançamento deste primeiro número mas aproveito para te dizer que quero fazer a reserva de um exemplar!! Obrigado! Voltando à magazine, como te surgiu a ideia? Era o passo que te faltava? Também achei curioso a situação de teres entrevistas, mas não com bandas, o que demonstra também que existe todo um meio que gira à volta do underground e que é preciso dar a conhecer. Com isto tudo, qual é a equipa que te ajudou nesta estreia e como surgiram todas estas ideias do conteúdo da mesma e que foge um pouco ao que vemos normalmente numa magazine?

Ao contrário das entrevistas em vídeo, nunca tinha pensado numa revista. Mas acabou por ser algo que senti vontade de fazer e que penso que faz sentido nesta fase da Underground’s Voice que está na sua melhor fase de sempre. Porque não coroar isso com algo especial? O lançamento de uma edição única e limitada de uma revista pareceu-me uma solução interessante. O mais óbvio seria incluir várias entrevistas com bandas, fazer reviews a álbuns e reportagens de concertos mas não tem absolutamente nada disso. Mais uma vez decidi não ir pelo caminho mais fácil ou tradicional (atenção, não estou, de todo, a criticar essa forma de trabalho até porque eu mesmo sou consumidor desse tipo de publicação. Apenas me refiro ao facto da Underground’s Voice ter um perfil e um conceito diferente, nem melhor nem pior) e criar conteúdos originais escritos por pessoas que estejam dentro desse assunto. Desde entrevistas a outros intervenientes que não bandas, há artigos sobre artworks, sobre a relação entre a arte e a música, sobre a importância das webzines/fotógrafos/etc para as bandas e muito mais. A revista está quase concluída (finalmente!!!) e foi feita sem qualquer apoio, patrocínio e nem sequer publicidade paga tem. Em vez da tradicional publicidade que se costuma ver na maior parte das revistas optei por ocupar esse espaço a divulgar bandas nacionais e publicitar outras entidades que sempre deram o seu apoio à Underground’s Voice. A revista foi idealizada por mim e a grande maioria dos seus conteúdos também mas tive, como sempre, a grande ajuda da Diana que apoiou e trabalhou muito para que se tenha tornado possível a revista sair. Outro enorme contributo tem sido o da minha amiga Maria Peixoto, responsável pelas belas t-shirts da Underground’s Voice, pela capa e por todo o layout da revista e que tem emprestado o seu enorme talento a este projecto. Por isso a equipa responsável por esta revista limita-se a mim, à Diana e à Maria, juntado a nós todas as pessoas que escreveram um artigo e a quem nunca me vou cansar de agradecer.
PS: o teu nome está obviamente na lista de reservas, muito obrigado!

 

Uma das perguntas que fizeste na tua página foi o que gostaríamos que viesse a seguir nesta excelente evolução. Da minha parte referia a continuares o lançamento desta tua magazine, nem que seja com uma edição trimestral, talvez a inclusão de um CD, assim como também sugeria a criação de um site onde pudesses ter todas as entrevistas, sejam escritas ou através de vídeo. Mas por ti, o que desejas que viesse a seguir? Este é um trabalho apenas teu, mas devido ao reconhecimento e ao volume de trabalho estarias disposto a recrutar colaboradores para te ajudarem? Qual o limite para a Underground’s Voice?

Agradeço a tua excelente sugestão e sem dúvida que a vou ter em conta, aliás, a questão do site está em cima da mesa e cada vez mais se torna uma necessidade até pela dificuldade em encontrar algumas entrevistas mais antigas em que não sabes muito bem em que data foi feita. Como disseste, a Underground’s Voice é um projecto apenas meu e independetemente do volume de trabalho, do reconhecimento ou do que quer que seja quero que continue a ser. A Diana é minha colaboradora e entende todo o conceito, toda a forma de trabalhar e a forma da Underground’s Voice estar na dita “cena” nacional e consegue perceber por termos uma relação de grande amizade fora de trabalho. A Underground’s Voice, apesar de ser um projecto muito ligado a bandas, a artistas, a seguidores, a promotores, etc é um projecto muito pessoal e por isso tem muito das minhas emoções e estados de espírito na sua essência e é algo que quero manter. Não se deve confundir com falta de vontade de trabalhar com outras pessoas, adoro fazê-lo e adoro trabalhar em equipa e posso perfeitamente vir a trabalhar com uma equipa num projecto novo. Quanto a limites, não os tenho porque estou constantemente insatisfeito e sempre em busca de algo mais. Fiquei muito feliz e entusiasmado quando cheguei às 300 entrevistas publicadas mas actualmente considero isso pouco. Arranquei com entrevistas em vídeo, tive crónicas para uma publicação brasileira, tive o privilégio de apresentar a Underground’s Voice na televisão, tudo coisas que me enchem de orgulho e actualmente acho isso pouco. Neste momento estou focado na revista que vai ser um enorme passo em frente mas quando a tiver lançada vou imediatamente considerar um objectivo concluído e pensar em algo maior e já tenho algumas ideias para isso. Novidades irão, provavelmente, aparecer em breve! Trabalho com máxima humildade e os pés no chão mas sempre com objectivos e desafios grandes.

 

És um forte conhecedor do nosso movimento nacional, em que também és da opinião que temos muito boas bandas. Os nossos grandes embaixadores lá fora continuam a ser os Moonspell, fruto de muito trabalho, mas entre outros também tivemos o reconhecimento além fronteiras dos Heavenwood e Tarantula, com muitas situações pontuais de outras bandas. É verdade que não podemos comparar a situação actual com o boom do Metal há uns anos, em que através de um contrato discográfico os nomes das mesmas era muito mais facilmente projectado, mas o que nos falta para termos mais bandas reconhecidas lá fora? Poderá haver receio ou mesmo falta de dinheiro para poder dar esse salto? Como vemos temos lançamentos muito originais e com uma boa qualidade sonora que nos coloca muito à frente de algumas bandas que nos visitam. Será apenas uma questão periférica do nosso país como alguns dizem?

Engraçado me fazeres essas perguntas porque recentemente tive uma conversa sobre este tema e até há uma referência sobre isto na revista!!! É um assunto delicado que pode ser interpretado de várias formas. Acho que sermos um país periférico já não é desculpa para a não internacionalização das bandas. Há países que têm uma localização ainda menos favorável que a nossa e têm bandas capazes de ser internacionalizarem… O que seria de nós se estivessemos na Austrália? Nós aqui temos voos low-cost para grande parte da Europa, podemos ir de carro para as cidades espanholas mais próximas, há comboios, etc. Uma banda Australiana tem, inevitavelmente que fazer mais esforços para chegar onde quer que seja. Nós estamos mal localizados mas não tanto como alguns querem fazer parecer. Na minha opinião existem vários motivos para o facto das nossas bandas não se conseguirem atingir esse patamar, alguns que são da inteira responsabilidade da banda e outros que são factores externos. Nem todas as bandas estão dispostas a embarcar numa aventura dessas e passar um mês em digressão, seja por motivos de trabalho, familiares ou simplesmentente podem não achar vantajoso fazê-lo. É preciso que a banda seja levada a sério e com máxima responsabilidade e não vê-la com uma hobbie ou algo para te abstraíres da realidade durante os ensaios e meia duzia de concertos que dás e para além disso é preciso um largo investimento para tornar isso possível. E, verdade seja dita também, temos que admitir que nem todas as bandas têm qualidade para atingir esse patamar o que é totalmente compreensível. Há o bom e o mau em todas as áreas e a música não poderia fugir a isso. De qualquer maneira concordo quando dizes que estamos à frente de muitos na qualidade de lançamentos e as bandas cá em Portugal tem excelentes locais para gravar os seus álbuns… Locais esses que às vezes até recebem bandas internacionais! O mesmo se pode dizer quanto à produção e quanto aos profissionais nessa área, estamos extremamente bem servidos. Se as bandas internacionais reconhecem essa qualidade e vêm cá gravar e tocar é sinal que realmente temos potencial senão iam gravar a outro país qualquer. Com isto tudo, fica provado que as bandas tem qualidade para chegar lá mas nem sempre estão dispostas a apostar e investir nisso (obviamente me refiro às que têm possibilidades de investir) e ficam à espera da sorte. Mas a sorte não espera, procura-se.

 

Uma das lacunas que temos a nível nacional é a falta de meios escritos, seja na base das magazines e fanzines, o que contraria um pouco o movimento que vemos a nível mundial, incluindo o europeu, com várias projectos lançados. Mesmo as webzines em Portugal tem vindo a desaparecer. És da opinião que é importante haver o suporte de papel para a divulgação do Metal? Qual a razão das poucas edições actualmente em Portugal, quando ainda há uns anos existiam tantas newsletters, fanzines, folhetins? És um consumidor deste tipo de leitura? Quais as magazines ou fanzines que lês?

Acho que cada vez mais a internet engole esse tipo de publicações e capta mais a atenção dos leitores devido ao seu acesso mais imediato, digamos assim. Hoje basta abrir o Google e em segundos estamos a ler todo o tipo de notícias e vídeos sem qualquer problema. Sem dúvida que não há nada melhor do que ter uma revista ou um folhetim na mão, tem muito mais valor e até nos dá outro tipo de proximidade. Acho que seria importante que continuassem a existir e é uma pena vermos que estão aos poucos a desaparecer, mais ainda, sabendo que algumas delas eram de enorme qualidade! Não sei se existe alguma explicação lógica para isso estar a acontecer… Provavelmente trata-se apenas de evolução, um sinal dos tempos que insiste em substituír o homem pela máquina e que levou a este desfecho. Falo por mim também, a Underground’s Voice sempre foi uma plataforma online e está agora a estrear-se em papel para uma edição especial e pelo volume de trabalho que dá, sinceramente, não me via a fazer uma revista mensal nestas condições. É trabalho que a grande maioria não valoriza por ser necessário pagar (na sua maioria) enquanto está tudo disponível gratuitamente na internet e actualmente estamos quase todos mais virados para o mais prático, para tudo que é mais imediato. Felizmente ainda há quem consiga valorizar o trabalho, os artworks e tudo que é realmente palpável. Actualmente são poucas essas publicações mas como se costuma dizer, somos poucos mas bons!
Sou um leitor eclético mas confesso que não compro nenhuma revista todos os meses. Normalmente compro aquela que mais vai de encontro aos meus gostos e interesses e vou acompanhando as notícias diariamente na várias webzine. Provavelmente acabei por me adaptar a esta realidade por todos os motivos que fui referindo acima.

 

Com a quantidade de música actualmente disponível, ainda para mais com o trabalho que tens, em que ouves bastantes bandas, há sempre aqueles álbuns que recorres volta e meia e que te despertam uma excelente sensação. Consegues enumerar alguns álbuns que te iniciaram neste tua paixão pelo metal e que ainda os ouves? Neste momento, que bandas é que andas a ouvir e que tens gostado do seu som, sejam bandas nacionais ou internacionais?

O tipo de trabalho que tenho faz com que realmente esteja constantemente em contacto com a música e, com toda a sinceridade, ouço tanta coisa que se torna mais complicado ser apanhado de surpresa ou ouvir algo que seja completamente transcendente. Isso não quer dizer que ouças maus álbuns porque, na realidade, a grande maioria dos que ouço são no mínimo bastante razoáveis! Machine Head é e será sempre a minha banda favorita e são aqueles que já me acompanharam em vários estados de espírito completamente opostos, é uma daquelas coisas pouco explicáveis mas, para mim, são mais que uma banda, são tipo um melhor amigo em forma de música. Acompanham-me sempre. Ainda falando de bandas internacionais tenho estado numa onda mais Thrash (como quase sempre!!) com Warfect, Violator, Dekapitator, Suicidal Angels entre muitos outros. Tenho também que destacar, inevitavelmente alguns álbuns nacionais que têm rodado muito por aqui: Revolution Within que lançaram provavelmente o seu melhor álbum e logo na altura que completaram 10 anos de carreira, Equaleft, WAKO, Tales For The Unspoken, Filii Nigrantium Infernalium, Morte Incandescente, Web e tantos outros que nem consigo enumerar… a música nacional transpira saúde e qualidade!

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Christophe é assim que chegamos ao final desta entrevista. Queria-te agradecer novamente pela tua disponibilidade e as últimas palavras são tuas.

Eu é que agradeço pelo convite. Como leitor da Ode Lusitana e admirador de todo o teu excelente trabalho foi uma enorme honra para mim poder dar o meu contributo nesta edição, um enorme obrigado! Aproveito para repetir aqui o que já te disse algumas vezes em privado: Houvessem mais pessoas como tu neste meio que lutam e trabalham pela causa, por amor à camisola e tudo funcionaria melhor. É um privilégio para mim poder contactar e conviver contigo!
Quero obviamente agradecer a todos que seguem a Underground’s Voice e que a apoiam seja de que forma for, o trabalho pode ser muito bem feito mas se ninguém estiver atento de nada vale e felizmente não me têm falhado. Uma palavra de agradecimento, mais uma vez, à Diana Morais e à Maria Peixoto por toda a ajuda e enorme contributo que dão em troca de… nada!                                                                                                                                                                            Como últimas palavras gostava só de dizer que não adianta alimentar as guerrinhas que todos vemos diariamente nas redes sociais e novelas em vários eventos de concertos e festivais. E outra coisa, a tecnologia está muito avançada mas um “vou” no evento ainda não equivale à presença real. Saiam de casa, apoiem as bandas nacionais, vão a concertos, divirtam-se, bebam um copo, comprem álbuns e merch e acima de tudo mantenham um espírito positivo, todos temos a ganhar com isso. Obrigado e até breve!
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