Divulgação do metal português

Som do Rock

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Com formação em julho de 2014 nasce Som do Rock com o objectivo de divulgar os sons mais pesados através de vários meios. Desde a página do facebook até ao site, conta também desde novembro de 2014 com a edição da e-zine Som do Rock Magazine e tem lançado já várias compilações com nomes da cena nacional.

Com uma equipa recheada de vários colaboradores falamos com o Paulo Teixeira, responsável por todo este trabalho e que nos mostra a sua paixão por esta nobre causa.

11997202_826392307481732_997892801_nViva Paulo! É um prazer contar com a tua presença neste número da Ode Lusitana, por todo o trabalho que tens feito na divulgação do Metal e para começar queria perguntar-te como nasceu esta tua paixão pelo Metal? Tinhas lojas (ou as chamadas discotecas, que na altura vendiam discos!) que costumavas frequentar para conhecer novas sonoridades? O que ouvias com o teu grupo de amigos?

Antes de começar gostava de agradecer esta oportunidade.

O meu gosto pelo Metal nasceu tinha eu entre os doze e os treze anos, um dia ouvi na casa de um amigo um vinyl que o pai dele tinha e o som era bastante diferente daquele que estava habituado a ouvir em casa, aquilo mexia comigo era agradável.

Estavamos em 1979 hoje conto com 48 anos de idade.

Descobri que era Ozzy Osbourne, dai eu dizer sempre que o culpado por eu gostar de Metal é o Ozzy. Depois comecei a procurar mais e ia a lojas procurar e descobrir mais, lembro-me de uma que havia numa escadas junto à Rua do Carmo na Baixa de Lisboa, como o dinheiro era pouco e eu ainda um garoto limitava-me a ver e a ouvir.

O meu grupo de amigos não eram muito virados para este genero músical, foi ai que descobri com pena minha que ser Metaleiro em Portugal nessa altura era pouco recomendável. Lembro-me de uma vez à saida do liceu a mãe de um colega ter dito “ Não quero que andes com este tipo de pessoas, são má influência”, nunca mais me esqueci desta frase.

Em que altura começas a ter interesse pela parte escrita e de divulgação? Eras um consumidor de revistas / fanzines / newsletters? Quais os pontos positivos que estas publicações tinham e o que apreciavas mais dessas edições? Em que trabalhos de escrita participaste?

Uns anos mais tarde quando o só ir às lojas já não chegava passei a procurar por mais conhecimento, mas não era fácil encontrar publicações em Portugal, não devemos de esquecer que estávamos no início dos anos 80. Havia uma revista que comprava regularmente, era alemã e chamava-se POP CORN. Tinha muito que ler sobre o que se passava na Europa do norte, só era pena ser escrita em Alemão.

Com o passar dos anos começou a haver mais informação disponível mas só em 2011 comecei a participar de forma activa na escrita no site Metal em Portugal.

O que te levou a erguer o Som do Rock em Julho do ano passado? Como já comentei contigo é de louvar este teu projeto que tomou dimensões muito interessantes, mas até que ponto pensas fazer crescer este Som do Rock? Consegues explicar porque é que em Portugal a divulgação do Metal através dos vários meios de comunicação praticamente que desapareceu, estando aos poucos a voltar a erguer-se?

O Som do Rock foi criado para dar uma maior divulgação ao que se faz em terras lusas e além fronteiras, com segui estabelecer várias parcerias com outros sites e editoras em especial no Brasil e Finlândia. O Som do Rock vai crescer até onde for possivel com os meios existentes, está em estudo uma tornar o site mais interacticvo e com novas funcionalidades bem como a criação de app para andriod que já está em testes.

A explicação que encontro para que o Metal não seja divulgado para além dos meios que existem no nosso underground é o facto de ainda haver alguma resistência por parte do público em geral, logo as noticias de Metal não vendem por isso não haver divulgação, um exemplo recente foi o facto do Som do Rock ser Média Partner do PAX JULIA METAL FEST 2015 ter enviado informação para vários canais tais como a RTP, SIC RADICAL e não ter tido qualquer resposta.

Uma das coincidências fantásticas foi que o número zero da Ode Lusitana e o número zero da Som do Rock Magazine são editadas na mesma altura em Novembro de 2014! O que te levou a decidires criar uma magazine? Deves ter a mesma opinião do que eu, mas qual a importância da edição e distribuição (gratuita) desta magazine, facilitando a descarga em .pdf para quem estiver interessado? Qual a tua opinião de sermos um dos países europeus onde devemos ter o menor número de fanzines/magazines dedicadas ao Metal?

Verdade sem qualquer forma de termos combinado ambos os números zero sairam no mesmo mês.

A Som do Rock Magazine nasceu da necessidade de complementar o site, para além de partilharem alguma informação a Magazine tem seções únicas que não se encontram no site tais como o Correio dos leitores e em especial a Coluna mensal do Dico que é exclusiva da Magazine.

A edição e distribuição gratuita é importante pois é uma maneira de chegar a mais leitores e para quem gosta de ler em papel pode de forma gratuita descarregar e imprimir. Fica aqui uma dica de que houver os apoios necessário podemos passar a formato físico com edição em papel, tamanho pokect (A5)

De facto Portugal continua à margem do resto da Europa, temos uma grande comunidade mas poucos meios e informação, a internet é actualmente o melhor meio de comunicação.

a3043527267_10-2Som do Rock, além do site, da página do facebook e da magazine, também se tem dedicado à divulgação de bandas nacionais através de compilações. Como tem sido a receptividade por parte das bandas e do público para estas edições? Já tens mais alguma planeada?

Esse é outro projecto que complementa o trabalho da equipa, achamos que todo o resto só fazia sentido com as compilações.

As Bandas desde o inicio tem aplaudido o projecto que já tem duas compilações, a “13 Bandas 13 Temas” e a “SunSet Metal 2015” esta última tembém com uma novidade que penso nunca ter sido feita em Portugal é em dois Volumes o primeiro com Bandas e o segundo com um set de DJ em que só é usados temas de Bandas Portuguesas é portanto o primeiro “CD” de DJ de Metal.

O público tem aderido bem, o número de downloads é optimista para o futuro.

Em relação a novos trabalhos pretendo lançar em Dezembro o “13 Bandas 13 Temas 2015” e no Verão o “SunSet Metal 2016”. Serão sempre em formato digital e gratuitos, se apoios houve-se era possivel passar a formato fisico.

Depois deste tempo todo o que achas do panorama actual do Metal nacional desde o público até às bandas? O que é necessário para tirar algumas pessoas do sofá e levá-las a um bar onde estão a tocar 3 bandas de metal e pagas 5 € por umas horas bem passadas? E ao mesmo tempo o que achas de ver gente tão nova a começar a aparecer nos concertos?

O Metal Nacional está bem vivo e recomenda-se, em relação às Bandas temos muitas já consagradas em terras lusas que já tem um cuidado na sua sonoridade que em nada fica a dever ao que se faz lá fora. Não sou contra o publico dar 40,00 ou 50,00 Euro para ver uma grande Banda internacional, mas não devem de esquecer que os 5,00 Euro dados para poderem ver tres ou mais Bandas Nacionais valem muito para quem dedica o seu tempo por com muito sacrifício pessoal e serve de incentivo à continuação do seu trabalho. Temos que apoiar mais o Metal Português merece a pena e não se vão arrepender, disso tenho a convicção.

E são com estas palavras que terminamos esta entrevista e queria agradecer-te por teres participado. As últimas palavras são tuas!  

Mais uma vez queria agradecer a oportunidade e desejar à Ode Lusitana uma continuação do bom trabalho que faz em prole do nosso Metal.

Peço a todos os Metaleiros que apoiem o de bom que se faz no nosso País, as Bandas merecem tal como todos os que não estando na linha da frente também fazem o seu papel.

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