Divulgação do metal português

Shell From Oceanic

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Shell From Oceanic, banda do Porto formada em 2010, abalou a cena nacional do metal progressivo com o seu álbum de estreia “Ambivalence” editado em dezembro do ano passado.

Captura de ecrã 2015-09-26, às 16.42.53Formados por César Ramos (guitarra), Cláudio Frank (guitarra), Luís Correia (baixo) e Luis Neto (bateria/percussão) segue a entrevista para ficarem a conhecer melhor a banda e se ainda não tiveram a oportunidade de ouvir o álbum, procurem e fiquem atentos ao som deles.

 

Para começar tenho que vos agradecer por terem aceite responder a estas perguntas da Ode Lusitana e é um prazer ter uma das bandas mais inovadoras do metal progressivo português nas nossas páginas. E a primeira pergunta é como nasce Shell From Oceanic no Porto, corria o ano de 2010? Já todos se conheciam? O Luís Correia (baixo) entra para a banda em Maio do ano passado. Como foi esta integração?

Obrigado pelo interesse e pela entrevista! Muito resumidamente, poucos meses depois do início do projecto, o César (Guitarra/Teclados) falou com o Luís (bateria) através de um anúncio num fórum online, visto que muitas bandas de referência/influência eram um ponto em comum para os dois. A partir daí, marcou-se um ensaio com os restantes membros fundadores do grupo, que já não fazem parte da formação, e começámos a compor algumas músicas. Após várias mudanças de membros, chegamos no final de 2013 à formação com a qual iríamos gravar o álbum de estreia. Cláudio Frank e César Ramos nas guitarras, Ricardo Mendes no baixo, e Luís Neto na bateria.

Após a conclusão das músicas, contactámos o Paulo Lopes do estúdio Soundvision, e começámos as gravações para o álbum, que intitulamos de “Ambivalence”. Já quase no fim das gravações, as circunstâncias levaram a uma mudança de baixista, tendo entrado o atual, Luís Correia, que ainda gravou duas das músicas do álbum (“Hope”, e “Into Arid Seas”).

10361598_761628130524314_6247202019737902490_n-2Durante muito tempo andaram à procura de vocalista, mas optaram por deixar este espaço vago no seio da banda. Foi a necessidade que vos levou a optar por serem uma banda instrumental, ou a voz poderá não se coadunar com o vosso som? A banda instrumental é para manter?

No início, sim, a falta de vocalistas compatíveis com o nosso som foi a grande culpada. Sempre pensámos em ter um vocalista, até porque, originalmente, a nossa sonoridade era mais agressiva, e virada para o death metal. Logo, não viamos muito sentido em sermos uma banda instrumental. Chegaram a passar vocalistas pela formação, e algumas das músicas presentes no álbum tinham já letras e linhas de voz escritas, mas quando fechamos a formação pré-álbum decidimos que fazia sentido pôr os vocais de lado, porque queríamos seguir uma vertente estilística mais virada para sonoridades progressivas e com influências de jazz fusão e música eletrónica. Isto também porque queríamos ter mais liberdade expressiva, num sentido de poder ter estruturas não convencionais e passagens complexas sem termos de nos preocupar com a presença de um vocalista.

Em relação à última pergunta; a ideia é continuarmos uma banda instrumental, mas não vamos fechar portas a mudanças futuras, porque apesar de termos já 5 anos de existência, apenas recentemente consideramos que nos tornamos numa banda completa, e ainda temos imenso para explorar. Este álbum é o produto de 4 anos de composição, mudanças de membros e alguma turbulência, por isso esperamos no futuro poder fazer algo mais ponderado e com mais maturidade.

1619417_717851431568651_1808559948_nEm dezembro do ano passado lançam o vosso primeiro longa duração de nome “Ambivalence”. Como funcionou este longo processo de gravações? Na minha opinião este é um álbum que mostrou uma excelência dentro deste estilo. Qual a opinião que receberam acerca deste trabalho?

A composição do álbum foi iniciada em meados de 2011 e terminada um pouco antes da entrada em estúdio, em Dezembro de 2013. Decidimos trabalhar com o Paulo Lopes (Crushing Sun) no Soundvision Studios, por ser uma referência em produção neste genero de música. Houve sempre um grande interesse em lançar algo com uma atenção especial à qualidade, acabando por demorar algo mais com estas preparações.

As opiniões que recebemos do álbum ultrapassaram as nossas expectativas, havendo boas criticas em blogs internacionais e por parte do público nacional, um grande interesse em levar a banda aos palcos.

Está nos vossos objectivos não tocar ao vivo e apenas fazer gravações de estúdio? Qual a próxima novidade dos Shell From Oceanic e o que podemos esperar?  

Não, de todo! Ainda não pudemos tocar ao vivo por razões logísticas, devido ao facto de sermos todos estudantes/trabalhadores. Tencionamos começar os concertos no último trimestre deste ano, por isso sim, teremos novidades em breve.

Falamos do presente, mas também queremos saber o vosso passado. Como se interessaram pelos sons mais pesados e quais foram os primeiros álbuns que ouviram?

Foi uma transição natural de ouvir outras coisas, não sabemos bem responder. Ficam aqui algumas das bandas que serviram como ponto de referência para irmos de encontro uns aos outros musicalmente:

Opeth, Scale the Summit, Between the Buried and Me, Cynic, Mastodon, Intronaut, Devin Townsend, Death, Extol.

 

10356315_769214939765633_6506839037980647873_n-2Que trabalhos de metal progressivo actuais e a nível mundial acompanham? Qual é a vossa opinião em relação à recepção que este estilo tem nos headbangers nacionais?

Não somos grandes fãs do panorama do metal progressivo atual, e ouvimos muito mais música fora do género, mas achamos bastante positiva a boa reação do público português a este mesmo, porque mesmo quando lançámos o álbum não faziamos ideia do que esperar, e tivemos uma excelente recepção dos headbangers nacionais e não só, maioritariamente por ser um trabalho algo diferente do que tem andado por aí, o que nos deixa, obviamente, bastante satisfeitos.

E com isto terminamos esta entrevista e da qual agradecemos novamente, esperando novidades em breve. Estas últimas linhas são vossas para deixarem umas palavras aos nossos leitores.

Obrigado mais uma vez, e estejam atentos à nossa página de Facebook, que as novidades estão para breve!

Visita o facebook e o bandcamp de Shell From Oceanic!

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